sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Marco Antônio Baleeiro Alves é homenageado na 28ª Bienal do Livro com prêmio literário e lançamento internacional

 Por Luciano de Souza, Editor do Blog Cultura-TO


Marco Antônio Baleeiro Alves 
Sessão de Autógrafo

Conhecido no estado do Tocantins por sua trajetória acadêmica como professor e pesquisador com forte atuação na Universidade Federal do Tocantins (UFT), Marco Antônio Baleeiro Alves consolida agora sua atuação no cenário literário. Durante a 28ª Bienal Internacional do Livro em São Paulo, o autor participou do lançamento da obra "A Coletânea Poética Internacional"– Café com Leni e Convidados, um projeto literário anual organizado pela escritora Leni Zilioto ocasião em que foi condecorado com o Diploma de Mérito Acadêmico Ciccillo Matarazzo pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia (RJ).

A inserção no mercado editorial dialoga diretamente com sua produção científica pregressa. O pesquisador já havia demarcado espaço com a publicação de "Tecnociência Solidária em Áreas Rurais: (Re) Pensar a Pesquisa-Ação", obra na qual problematiza o modelo hegemônico de inovação e propõe abordagens calcadas nas demandas da agricultura familiar e movimentos sociais. Com experiência acumulada no serviço público federal de 20 anos de carreira, atualmente trabalha na Esplanada dos Ministérios em Brasília - DF, tendo passado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e Ministério do Trabalho e Emprego, e no meio de tantas atividades consegue encontrar tempo nas horas vagas para escrever poesias, além de outras atividades literárias.


Para detalhar essa transição da pesquisa-ação acadêmica e técnica para a literatura lírica e entender seus próximos passos profissionais e políticos, o Blog Cultura-TO realizou uma entrevista exclusiva com o autor.





Entrevista Exclusiva

  • Cultura-TO: Marco, como surgiu o convite para sua participação nesta coletânea internacional de poesias?

    Marco Antônio Baleeiro Alves: Foi por meio da mãe de um amigo que faleceu aos 40 anos de câncer generalizado, o ano era 2018. Ela é uma grande poetisa na minha opinião, que inclusive eu não a conhecia, dado que esse meu amigo trabalhava com equipamentos de radioterapia no Hospital Geral de Palmas e eu na UFT, ficamos muito amigos. Ele deixou uma jovem esposa e três filhos pequenos naquela época. A mãe desse meu amigo se chama Jussara Burgos (também premiada), é poetisa desde criança. Ela havia identificado, por meio de um áudio no celular de outro amigo, a admiração que eu tinha por seu filho. Então, ela resolveu entrar em contato comigo e daí surgiu uma amizade muito bonita. Sou grato a ela por me colocar nesse caminho da poesia e também sou muito grato a Deus por ter colocado uma companheira na minha vida. Coincidentemente, eu havia feito uma poesia para a mulher que hoje é a minha noiva e estamos de casamento marcado, inclusive, Naygara Suemer é seu nome. As poesias foram muito bem recebidas pelos avaliadores, em especial pela Academia de Letras de São Pedro da Aldeia e a professora Leni Zilioto que enxergou o potencial artístico.


    Leni Zilioto e Marco Antônio

    Baleeiro Alves
    Eu já admirava a arte da poesia desde a minha adolescência, nas aulas da professora Teresa de literatura no Ensino Médio entre 1994 e 1996. Ela era uma professora incrível que explicava as escolas literárias numa dramaticidade brilhante em suas aulas. Fiquei muito tempo sem escrever, até que, há cerca de dois ou três anos, resolvi voltar. Foi quando fiz a “Poesia do Olhar” para o amor que hoje é minha noiva. A premiação [na Bienal] foi em consequência da Academia de Letras de São Pedro Da Aldeia, no RJ.





    Cultura-TO: Como tem sido essa experiência de voltar às publicações, especialmente no formato impresso?

    Marco Antônio: Prefiro as publicações impressas, não somente por serem mais sustentáveis quando comparadas com as eletrônicas, mas também pelo fato de que penso que promove uma melhor divulgação da obra, pelo estímulo à leitura, dado que ainda estamos muito aquém nesses índices, especialmente no Brasil. O jovem brasileiro lê muito pouco. Precisamos reeleger Lula novamente, pois não queremos mais armas e sim mais livros.

    A atividade literária e até mesmo o simples ato de ler tem sido o privilégio não de uma elite financeira, mas de uma elite cultural, pouquíssimo expressiva numericamente, sem apoio de políticas públicas adequadas, dada a onda conservadora que insiste em castigar o mundo. Particularmente, acredito que se a escola não estimula a leitura, a família tampouco o faz, e quando o jovem chega na universidade não há um estímulo adequado por parte dos professores e professoras. Contudo, chamo atenção para o fato de que não basta ler muito, é preciso ler com os olhos da crítica, mas não a crítica destrutiva, e sim a crítica dialética e dialógica, que para mim é a melhor de todas.


    Cultura-TO: O lançamento ocorreu no dia 6 de setembro na Bienal. Há novos trabalhos literários ou científicos em vista para os próximos anos?

    Marco Antônio: Sim, pois acredito fielmente que a arte da poesia é uma das respostas firmes que precisamos dar ao estado de policrise epistêmica, ambiental, social, cultural e econômica que vivemos atualmente no mundo todo. Fizemos o lançamento desse trabalho na 28ª Bienal do Livro em São Paulo, foi uma experiência incrível. Agora, estou trabalhando em dois livros com perspectiva de publicação para o ano que vem (2027).

    • Economia Solidária: entre a utopia e sobrevivência, tecendo esperanças para colher sonhos: A obra vai além dos resultados de uma pesquisa onde uso a metodologia da Observação Participante, na qual venho me aprofundando desde 2022 junto aos movimentos que defendem a economia solidária. Trata-se de um livro que explica as transformações que a economia solidária vem sofrendo devido ao estado de policrise que estamos vivendo e sua relação com o semiocapitalismo, que a descaracteriza. Há problematizações sobre conceitos-chave, como economia solidária digital e tecnociência solidária, que ajudam a entender as transformações no mundo e avaliar os caminhos possíveis.

    • Obra poética autoral: O segundo projeto é um livro de poesias, onde apresento reflexões filosóficas, sociológicas e até espiritualistas. Nele, aproveito para fazer uma homenagem à minha falecida mãe, que foi levada pelo câncer em 1993, quando eu ainda tinha apenas 13 anos de idade. Isso porque ela foi e continua sendo a minha grande chama inspiradora.

  • Marco Antônio fazendo um  tour no evento gravando e comentando.


Sobre o Autor

Marco Antônio Baleeiro Alves atua no cruzamento entre a pesquisa tecnocientífica e a gestão de políticas públicas. É Doutor em Política Científica e Tecnológica pela UNICAMP (2024) e especialista em Gestão Estratégica da Inovação. Sua trajetória é marcada pela estruturação de processos focados no desenvolvimento socioambiental e na economia solidária:

  • Governo Federal: Atualmente atua como Assistente na Secretaria-Geral da Presidência da República, coordenando ações do Comitê Interministerial de Inclusão Socioeconômica de Catadoras e Catadores.

  • Gestão de Projetos: Possui histórico como Chefe de Projeto na Secretaria Nacional de Economia Popular Solidária (MTE).

  • Academia e Inovação: Integrou o quadro técnico da Universidade Federal do Tocantins (UFT), onde dirigiu o Núcleo de Inovação Tecnológica, liderando projetos de patentes e soluções voltadas para o meio rural.

  • Produção Científica: É autor de publicações de impacto em agroenergia e tecnociência, com ênfase no aprimoramento tecnológico da agricultura familiar.



quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Sons do Jalapão: A Rabeca de Buriti e o Café Esquecido do Domingo

Entre a tradição artesanal e a convivência comunitária, uma crônica sobre a música que molda a identidade no interior do Tocantins.


Manoel, Luciano, seu Miúdo e João


Assim eram as manhãs de domingo. O Manoel, filho do Seu Getúlio — um dos últimos mestres da rabeca de buriti, conhecido por todos como Seu Miúdo —, batia levemente na minha porta. O toque era suave e ritmado, marca registrada de quem domina o pandeiro no grupo da família.

Eu nem precisava olhar para saber quem era. Naquela cidade pacata do Jalapão Ponte Alta do Tocantins, vigora um código próprio de pertencimento: o sobrenome é a própria origem. Sendo meu pai o Seu Pedro, eu sou o Luciano do Seu Pedro; ele, sem rodeios, é o Manoel do Seu Miúdo.

— Luciano, meu pai está chamando você para tomar um café lá em casa. Aproveita e traz o violão.

O convite era, na verdade, a senha oficial para o nosso ensaio.

A Chácara Urbana e a Velocidade do Som

Nossas casas, embora estivessem no perímetro urbano, guardavam a alma do sertão. Eram terrenos generosos, verdadeiras chácaras tomadas por pomares de caju, manga, jaca, limão, mandioca e cana. Tínhamos a conveniência da cidade envelopada pela calma do campo.

"Eu costumava brincar que a turma de lá era mais rápida que a velocidade do som: não dava tempo nem de afinar o instrumento e o quintal já estava povoado."

Antes mesmo do primeiro acorde, os vizinhos começavam a encostar. A notícia de música se espalhava pelo vento.

O Regional do Buriti

Aí começava o ritual. Eu me concentrava para alinhar a afinação do meu violão à sonoridade única da rabeca de buriti do Seu Miúdo — instrumento artesanal esculpido na própria palmeira, símbolo da resistência cultural da região. Logo depois, o João chegava para dar o tom grave com o tambor.

Estava formado o regional: rabeca de buriti, pandeiro, tambor e o meu violão na sustentação da harmonia.

E o café?

O café, que servira de pretexto inicial para o encontro, repousava esquecido no bule sobre o fogão a lenha. A essa altura, já havia esfriado e esquentado de novo.

Ninguém se importava. Afinal, ali no Jalapão, o café servia apenas para juntar as pessoas; quem realmente alimentava a manhã era a música.

(Cultura Jalapoense . Crônicas Culturais do Tocantins Profundo - Luciano de Souza).



sábado, 22 de agosto de 2026

CPC/TO Realiza Reunião Extraordinária

Registro da posse do Conselho  nov. 2024

Realizada de forma online aconteceu no último dia 21 de Agosto uma reunião extraordinária do Conselho de Políticas Culturais do Estado do Tocantins para tratar da seguinte pauta:



– Indicação de membros da sociedade civil para a comissão de eleição do Conselho para o biênio 2026 – 2028

– Apresentação de quantitativo de inscritos PNAB

– Fórum regionais de cultura e conferência estadual de cultura

– Plataforma PNAB e Mapa Cultural

– Aferição do Ministério da Cultura PNAB– Apresentação do Regimento Interno

A reunião iniciou com a apresentação estatística de participação do PNAB

– Apresentação do Regimento Interno

A abertura dos trabalhos contou com a apresentação da pauta da reunião pelo presidente do conselho Elpidio de Paula Neto
Registro da Reunião 


Em sequencia a vice presidente do conselho Superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura Ana Cláudia Batista, nomeada em abril de 2026 pelo governador Wanderlei Barbosa apresentou os números da PNAB, aberto para discussão a conselheira dos povos originários Marília Pôkwyj Krahô fez alguns questionamentos quanto ao processo de inscrição que mesmo com ajuda de um grupo organizado por jovens da comunidade indígena ( considerando que as inscrições na sua maior parte eram de anciões(ãs) ) tiveram muita dificuldade no processo. O questionamento foi respondidos por técnicos da secretaria e representante de articulação da Cultura Viva, professor Du Oliveira. O Conselheiro da Sociedade Civil Wetemberg Nunes fazendo uso da palavra fez um relato sobre da atual precariedade da participação social nos processos da política pública de estado a considerar o formato de participação que o governo propõe para o controle social efetivo, como exemplo a pequena quantidade de conselheiros que estavam participando da importante pauta em discussão, e que cada vez mais a sociedade civil está se distanciando da participação social, que a individualização da persona de representação ao invés da representação institucional (representação institucional da sociedade civil através das organizações da sociedade civil organizada) tem sido uma das principais causas desse afastamento, o tema foi reforçado pelo presidente do conselho Elpidio de Paula Neto enfatizando que muitas vezes a sociedade civil acredita que essa participação social seja remunerada, que o representante  ganha para ser conselheiro, ele destacou que pelo contrário, o representante da sociedade civil paga para exercer essa função, pois no momento que ele deixa seu trabalho, deixa seus afazeres pessoais ele deixa de ganhar seus rendimentos,  para atender ao chamado do estado para esse suposto controle/participação social. A vice presidente do Conselho justificou algumas precariedades informando que a secretaria atende a várias demandas dando como exemplo as ações do PAB Artesanato Brasileiro que a secretaria participa e incentiva os editais que vão além do Capim Dourado que é nacionalmente conhecido que participa de vários editais nacionais, das feiras de Economia Criativa entre outros, que os fóruns regionais de cultura e conferência estadual de cultura serão uma importante escuta para planejamento.

Fazendo uso da palavra Luciano de Souza conselheiro da Setorial de Música ratificou a fala do colega Wertemberg e do presidente do Conselho Elpídio e ressaltou que todas as vezes que o Governo convocou a sociedade civil, as organizações estavam presentes prontamente para atender ao chamamento em apoio as políticas públicas, as escutas, dando como exemplo a mobilização que foi realizada para as escutas da PNAB em 2025 e em outros anos em outros mandatos do conselho, porém que é necessário dar um retorno a sociedade civil dessa participação social "é importante escutar além do ouvir" a sociedade civil está deixando de participar simplesmente para cumprir a agenda institucional do governo, e é dessa forma que o estado vai perdendo a legitimidade.

Como encaminhamento foi convocado outra reunião para 15 dias para tratar da atualização/constituição do Regimento Interno e da Indicação de membros da sociedade civil para a comissão de eleição do Conselho para o biênio 2026 – 2028 .

O Conselheiro Wetemberg solicitou que a proposta de alteração regimental fosse encaminhada com antecedência pelo grupo de trabalho responsável aos conselheiros interessados em contribuir com a alteração e que antes da próxima reunião também fosse submetido ao jurídico da Secretaria de Cultura para aferição de cláusulas que por ventura não possam ser alteradas por força da legislação estadual para que o processo de votação no conselho possa fluir.


quinta-feira, 19 de março de 2026

Rita Lee e o Meu Bom José

 

"Meu Bom José" (1970) é uma música de Rita Lee, integrante do álbum Build Up, que humaniza a figura bíblica de José. A canção, uma versão de Mon Vieux Joseph (1969) do francês Georges Moustaki, retrata José como um homem simples e trabalhador que aceita os desafios de acolher Maria e Jesus. A adaptação para o português foi feita por Nara Leão.

A narrativa da música foca na humanidade de José, mostrando-o como alguém que poderia ter tido uma vida tranquila, mas escolheu o amor e a proteção da família.

Pontos principais da história da música:
  • Origem: É uma adaptação de Mon Vieux Joseph (1969) do compositor francês de origem grega Georges Moustaki.
  • Versão Brasileira: A versão em português, intitulada "Meu Bom José" ou apenas "José", foi adaptada por Nara Leão.
  • Intérprete Principal: Foi gravada e popularizada por Rita Lee em seu álbum solo Build Up de 1970.
  • Temática: A letra narra a história de José, marido de Maria, focando na sua simplicidade, na escolha de casar com Maria, na fuga para o Egito e no papel como pai adotivo de Jesus.
  • Abordagem: Humaniza a figura de São José, destacando sua fé, obediência e o amor incondicional, colocando-o como um homem comum enfrentando dificuldades extraordinárias.
A música mistura religiosidade com um tom poético e crítico, comum nas composições de Moustaki e nas interpretações de Rita Lee.

quinta-feira, 27 de março de 2025

O Conselho de Políticas Culturais do Estado do Tocantins realiza a primeira reunião do ano.


Realizada na quarta-feira, dia 26, a 2ª Reunião Ordinária do Conselho de Políticas Culturais do Tocantins (CPC-TO) para o biênio 2024-2026 contou com a presença de representantes do governo e da sociedade civil e abordou questões prioritárias para a cultura tocantinense, tais como o andamento do Plano de Aplicação Financeira para 2025, a seleção de representantes para feiras nacionais de artesanato e o calendário da entidade. Durante a reunião, também foram empossados os conselheiros suplentes das setoriais de Artes Visuais, Artesanato, Patrimônio Material, Audiovisual, Cultura Popular e Literatura, além do conselheiro titular da setorial de Música.

 Wertemberg Nunes, conselheiro convidado
(Ordem dos Músicos)



O papel do Conselho de Políticas Culturais foi enfatizado, assim como os desafios enfrentados na gestão.


O secretário da pasta, Tião Pinheiro, apresentou algumas ações desenvolvidas pela atual gestão, incluindo o fato de o Estado do Tocantins ter ficado no primeiro lugar entre os estados brasileiros na execução dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), conforme o Painel de Dados da PNAB atualizado em 1º de janeiro. Ele também mencionou as ações já realizadas e aquelas planejadas com recursos do Fundo Estadual de Cultura, ressaltando a importância do diálogo com a sociedade civil. "Não é um trabalho unilateral. Os conselheiros e os produtores culturais têm um papel essencial nesse processo", afirmou. Reconhecendo as limitações estruturais do órgão, o secretário compartilhou a informação sobre a busca por um novo espaço para o funcionamento e desenvolvimento eficaz da pasta, com estudos já em andamento. Ele também lembrou de uma proposta feita em 2022 pelo CPC-TO ao governador do Estado, Wanderlei Barbosa, para utilizar o espaço conhecido como Casa Branca – destinado a ser a residência oficial do governador – como um local para ações e eventos artísticos e culturais.
Robenildo Araújo (Suplente -Música)



Na ocasião, em 2022 (matéria publicada na Gazeta do Cerrado), o governador Wanderlei Barbosa anunciou a possibilidade de atender à solicitação durante a assinatura da ordem de serviço para as obras de ampliação e reforma do Museu Histórico do Tocantins – o Palacinho, após pedido da então presidenta do Conselho de Política Cultural (CPC/TO), a época, Meire Maria, e outros artistas presentes.


Ao iniciar as pautas, o presidente do CPC-TO, Elpídio de Paula, enfatizou a importância da participação dos representantes da sociedade civil nas decisões da entidade. "É fundamental que os representantes das setoriais estejam ativamente envolvidos, pois os conselheiros da sociedade civil são a voz e a vez. Eles garantem que as setoriais estejam representadas no conselho e, ao estarem presentes, dão voz e vez aos artistas e produtores culturais de todo o estado", declarou.


Em seguida, a conselheira Valdirene Oliveira leu a ata da reunião anterior, que foi aprovada por unanimidade pelos presentes. Durante a ocasião, foram empossados os conselheiros suplentes: Núbia Martins, eleita 2ª secretária do Conselho (poder público); Vanessa Gonçalves (Artes Visuais), Wanderley Batista (Artesanato), Ariane Braga (Patrimônio Material), Luiz Otávio (Patrimônio Imaterial), Luís Felipe (Audiovisual), Robenildo Araújo (Música), Raimundo Oliveira (Cultura Popular) e Dinah Rodrigues (Literatura). O conselheiro titular Sérgio Roberto dos Santos (Dança) e Wertemberg Nunes, conselheiro convidado (Ordem dos Músicos), também assinaram o termo.


Foi também definido em plenária, por votação, que as reuniões ordinárias ocorrerão bimestralmente, com a possibilidade de convocação extraordinária quando necessário.


Na oportunidade, a secretária-executiva e conselheira suplente, Valéria Kurovski, trouxe mais informações sobre as previsões do uso de parte do plano de aplicação financeira para a manutenção de espaços, abordando ainda a recuperação de mais de 200 peças do acervo artístico da secretaria, que estão atualmente sendo catalogadas.


Encontro Formativo para Conselheiros(as) de Cultura

Palestra com Luara Aquino

No periodo da tarde, ocorreu um encontro formativo destinado aos membros do conselho representantes da sociedade civil, realizado no auditório do TCE. O tema abordado foi "Sistema de Cultura e Conselhos de Políticas Culturais". A apresentação ficou a cargo de Luara Aquino, artista visual, arquiteta e atual Presidente da Fundação Cultural de Palmas. Durante o encontro, os novos conselheiros(as) tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas e debater outros assuntos, como o Regimento Interno do conselho, o Fundo Estadual de Cultura e o Fortalecimento das Setoriais.