sábado, 22 de agosto de 2026

CPC/TO Realiza Reunião Extraordinária

Registro da posse do Conselho  nov. 2024

Realizada de forma online aconteceu no último dia 21 de Agosto uma reunião extraordinária do Conselho de Políticas Culturais do Estado do Tocantins para tratar da seguinte pauta:



– Indicação de membros da sociedade civil para a comissão de eleição do Conselho para o biênio 2026 – 2028

– Apresentação de quantitativo de inscritos PNAB

– Fórum regionais de cultura e conferência estadual de cultura

– Plataforma PNAB e Mapa Cultural

– Aferição do Ministério da Cultura PNAB– Apresentação do Regimento Interno

A reunião iniciou com a apresentação estatística de participação do PNAB

– Apresentação do Regimento Interno

A abertura dos trabalhos contou com a apresentação da pauta da reunião pelo presidente do conselho Elpidio de Paula Neto
Registro da Reunião 


Em sequencia a vice presidente do conselho Superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura Ana Cláudia Batista, nomeada em abril de 2026 pelo governador Wanderlei Barbosa apresentou os números da PNAB, aberto para discussão a conselheira dos povos originários Marília Pôkwyj Krahô fez alguns questionamentos quanto ao processo de inscrição que mesmo com ajuda de um grupo organizado por jovens da comunidade indígena ( considerando que as inscrições na sua maior parte eram de anciões(ãs) ) tiveram muita dificuldade no processo. O questionamento foi respondidos por técnicos da secretaria e representante de articulação da Cultura Viva, professor Du Oliveira. O Conselheiro da Sociedade Civil Wetemberg Nunes fazendo uso da palavra fez um relato sobre da atual precariedade da participação social nos processos da política pública de estado a considerar o formato de participação que o governo propõe para o controle social efetivo, como exemplo a pequena quantidade de conselheiros que estavam participando da importante pauta em discussão, e que cada vez mais a sociedade civil está se distanciando da participação social, que a individualização da persona de representação ao invés da representação institucional (representação institucional da sociedade civil através das organizações da sociedade civil organizada) tem sido uma das principais causas desse afastamento, o tema foi reforçado pelo presidente do conselho Elpidio de Paula Neto enfatizando que muitas vezes a sociedade civil acredita que essa participação social seja remunerada, que o representante  ganha para ser conselheiro, ele destacou que pelo contrário, o representante da sociedade civil paga para exercer essa função, pois no momento que ele deixa seu trabalho, deixa seus afazeres pessoais ele deixa de ganhar seus rendimentos,  para atender ao chamado do estado para esse suposto controle/participação social. A vice presidente do Conselho justificou algumas precariedades informando que a secretaria atende a várias demandas dando como exemplo as ações do PAB Artesanato Brasileiro que a secretaria participa e incentiva os editais que vão além do Capim Dourado que é nacionalmente conhecido que participa de vários editais nacionais, das feiras de Economia Criativa entre outros, que os fóruns regionais de cultura e conferência estadual de cultura serão uma importante escuta para planejamento.

Fazendo uso da palavra Luciano de Souza conselheiro da Setorial de Música ratificou a fala do colega Wertemberg e do presidente do Conselho Elpídio e ressaltou que todas as vezes que o Governo convocou a sociedade civil, as organizações estavam presentes prontamente para atender ao chamamento em apoio as políticas públicas, as escutas, dando como exemplo a mobilização que foi realizada para as escutas da PNAB em 2025 e em outros anos em outros mandatos do conselho, porém que é necessário dar um retorno a sociedade civil dessa participação social "é importante escutar além do ouvir" a sociedade civil está deixando de participar simplesmente para cumprir a agenda institucional do governo, e é dessa forma que o estado vai perdendo a legitimidade.

Como encaminhamento foi convocado outra reunião para 15 dias para tratar da atualização/constituição do Regimento Interno e da Indicação de membros da sociedade civil para a comissão de eleição do Conselho para o biênio 2026 – 2028 .

O Conselheiro Wetemberg solicitou que a proposta de alteração regimental fosse encaminhada com antecedência pelo grupo de trabalho responsável aos conselheiros interessados em contribuir com a alteração e que antes da próxima reunião também fosse submetido ao jurídico da Secretaria de Cultura para aferição de cláusulas que por ventura não possam ser alteradas por força da legislação estadual para que o processo de votação no conselho possa fluir.


quinta-feira, 19 de março de 2026

Rita Lee e o Meu Bom José

 

"Meu Bom José" (1970) é uma música de Rita Lee, integrante do álbum Build Up, que humaniza a figura bíblica de José. A canção, uma versão de Mon Vieux Joseph (1969) do francês Georges Moustaki, retrata José como um homem simples e trabalhador que aceita os desafios de acolher Maria e Jesus. A adaptação para o português foi feita por Nara Leão.

A narrativa da música foca na humanidade de José, mostrando-o como alguém que poderia ter tido uma vida tranquila, mas escolheu o amor e a proteção da família.

Pontos principais da história da música:
  • Origem: É uma adaptação de Mon Vieux Joseph (1969) do compositor francês de origem grega Georges Moustaki.
  • Versão Brasileira: A versão em português, intitulada "Meu Bom José" ou apenas "José", foi adaptada por Nara Leão.
  • Intérprete Principal: Foi gravada e popularizada por Rita Lee em seu álbum solo Build Up de 1970.
  • Temática: A letra narra a história de José, marido de Maria, focando na sua simplicidade, na escolha de casar com Maria, na fuga para o Egito e no papel como pai adotivo de Jesus.
  • Abordagem: Humaniza a figura de São José, destacando sua fé, obediência e o amor incondicional, colocando-o como um homem comum enfrentando dificuldades extraordinárias.
A música mistura religiosidade com um tom poético e crítico, comum nas composições de Moustaki e nas interpretações de Rita Lee.

quinta-feira, 27 de março de 2025

O Conselho de Políticas Culturais do Estado do Tocantins realiza a primeira reunião do ano.


Realizada na quarta-feira, dia 26, a 2ª Reunião Ordinária do Conselho de Políticas Culturais do Tocantins (CPC-TO) para o biênio 2024-2026 contou com a presença de representantes do governo e da sociedade civil e abordou questões prioritárias para a cultura tocantinense, tais como o andamento do Plano de Aplicação Financeira para 2025, a seleção de representantes para feiras nacionais de artesanato e o calendário da entidade. Durante a reunião, também foram empossados os conselheiros suplentes das setoriais de Artes Visuais, Artesanato, Patrimônio Material, Audiovisual, Cultura Popular e Literatura, além do conselheiro titular da setorial de Música.

 Wertemberg Nunes, conselheiro convidado
(Ordem dos Músicos)



O papel do Conselho de Políticas Culturais foi enfatizado, assim como os desafios enfrentados na gestão.


O secretário da pasta, Tião Pinheiro, apresentou algumas ações desenvolvidas pela atual gestão, incluindo o fato de o Estado do Tocantins ter ficado no primeiro lugar entre os estados brasileiros na execução dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), conforme o Painel de Dados da PNAB atualizado em 1º de janeiro. Ele também mencionou as ações já realizadas e aquelas planejadas com recursos do Fundo Estadual de Cultura, ressaltando a importância do diálogo com a sociedade civil. "Não é um trabalho unilateral. Os conselheiros e os produtores culturais têm um papel essencial nesse processo", afirmou. Reconhecendo as limitações estruturais do órgão, o secretário compartilhou a informação sobre a busca por um novo espaço para o funcionamento e desenvolvimento eficaz da pasta, com estudos já em andamento. Ele também lembrou de uma proposta feita em 2022 pelo CPC-TO ao governador do Estado, Wanderlei Barbosa, para utilizar o espaço conhecido como Casa Branca – destinado a ser a residência oficial do governador – como um local para ações e eventos artísticos e culturais.
Robenildo Araújo (Suplente -Música)



Na ocasião, em 2022 (matéria publicada na Gazeta do Cerrado), o governador Wanderlei Barbosa anunciou a possibilidade de atender à solicitação durante a assinatura da ordem de serviço para as obras de ampliação e reforma do Museu Histórico do Tocantins – o Palacinho, após pedido da então presidenta do Conselho de Política Cultural (CPC/TO), a época, Meire Maria, e outros artistas presentes.


Ao iniciar as pautas, o presidente do CPC-TO, Elpídio de Paula, enfatizou a importância da participação dos representantes da sociedade civil nas decisões da entidade. "É fundamental que os representantes das setoriais estejam ativamente envolvidos, pois os conselheiros da sociedade civil são a voz e a vez. Eles garantem que as setoriais estejam representadas no conselho e, ao estarem presentes, dão voz e vez aos artistas e produtores culturais de todo o estado", declarou.


Em seguida, a conselheira Valdirene Oliveira leu a ata da reunião anterior, que foi aprovada por unanimidade pelos presentes. Durante a ocasião, foram empossados os conselheiros suplentes: Núbia Martins, eleita 2ª secretária do Conselho (poder público); Vanessa Gonçalves (Artes Visuais), Wanderley Batista (Artesanato), Ariane Braga (Patrimônio Material), Luiz Otávio (Patrimônio Imaterial), Luís Felipe (Audiovisual), Robenildo Araújo (Música), Raimundo Oliveira (Cultura Popular) e Dinah Rodrigues (Literatura). O conselheiro titular Sérgio Roberto dos Santos (Dança) e Wertemberg Nunes, conselheiro convidado (Ordem dos Músicos), também assinaram o termo.


Foi também definido em plenária, por votação, que as reuniões ordinárias ocorrerão bimestralmente, com a possibilidade de convocação extraordinária quando necessário.


Na oportunidade, a secretária-executiva e conselheira suplente, Valéria Kurovski, trouxe mais informações sobre as previsões do uso de parte do plano de aplicação financeira para a manutenção de espaços, abordando ainda a recuperação de mais de 200 peças do acervo artístico da secretaria, que estão atualmente sendo catalogadas.


Encontro Formativo para Conselheiros(as) de Cultura

Palestra com Luara Aquino

No periodo da tarde, ocorreu um encontro formativo destinado aos membros do conselho representantes da sociedade civil, realizado no auditório do TCE. O tema abordado foi "Sistema de Cultura e Conselhos de Políticas Culturais". A apresentação ficou a cargo de Luara Aquino, artista visual, arquiteta e atual Presidente da Fundação Cultural de Palmas. Durante o encontro, os novos conselheiros(as) tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas e debater outros assuntos, como o Regimento Interno do conselho, o Fundo Estadual de Cultura e o Fortalecimento das Setoriais.

quinta-feira, 6 de março de 2025

Projeto Sabores e Saberes do Jalapão e os Mediadores de Leitura Promove Intercâmbio de Saberes

 

Oficina de Artesananto em
 Capim Dourado

Realizado no último dia 28 de fevereiro, a 2ª etapa do Projeto Sabores e Saberes do Jalapão e os Mediadores de Leitura, ação cultural desenvolvida pela Assoicação de Mulheres Produtoras dos Assentamentos Santo Onofre e Santa Tereza 1 (Mulheres Unidas do Jalapão) contou com um  Intercâmbio de Saberes através  da participação de 4 outros Empreendimentos de Economia Solidáira onde  foi realizado uma  intercâmbio com associaçãoes dos municípios de Miranorte, Miracema, Gurupi e de  Porto Nacional. 

Ofician de Culinária Tradicional 
As representates ds associações  Pé do Morro,   Paulo Freire 1,    Sabores e Arte e do  Instituto Mulheres Plantando Amor participaram das atividades oferecidas no projeto e promoveram um dia de  debate sobre cultura, projetos,  produção, e  sobre a  Economia Solidária. Capitaneada pelo Instituto de Politicas Públicas Brasil Digital a comitiva se encontrou em Palmas e seguiram em comboio até o P. A. Santo Onofre  local de realização do evento.

Atividade dos Mediadores de
Leitura 

Um dia cheio de atividades no Portal do Jalapão, Oficinas de Artesanato, de Culinária, Feira de Artesanato e de Produtos Nativos além de muita animação com os Mediadores de Leitura  da Associação Vagalume . 



Raquel 


Francisca 

Noé

Sobre o Projeto: 

Galpão Cultural

O evento   faz parte da programação de projeto aprovado no edital Nº 30/2024, do Governo do Estado do Tocantins que tem por finalidade o subsídios de espaços de produções culturais na modalidade de fomento à execução de ações culturais apoiada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. 

O projeto que tem entre seus objetivos a manutenção do espaço cultural da entidade (Galpão Cultural e Biblioteca Baru) e de suas atividades com a realização de oficinas de artesanato em capim dourado, de biojóias e de culinária tradicional desenvolvendo mensalmente uma feira cultural com uma amostra dos trabalhos e de produtos da ação .

O destaque dessa edição foi a realização de um Intercâmbio entre a Associação Mulheres Unidas e outras entidades que tinham interesse em conhecer os trabalhos desenvolvidos pela Associação Mulheres do Jalapão. A ação contou com o apoio do Instituto de Políticas Publicas Brasil Digital na organização das Entidades e do Núcleo de Produção do Grupo de Pesquisa do CNPq - Mídias e Territorialidade Ameaçada - MITAS e Núcleo de Jornalismo - NUJOR da UFT que organizaram a expedição e realizaram o registro das atividades com a produção de um documentário.



quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Delegação do Estado do Tocantins na Expocatadores 2024

 


De 18 a 20 de dezembro, aconteceu no Estado de São Paulo a EXPOCATADORES 2024, um evento promovido pela ANCAT (Associação Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis), pelo Movimento Nacional dos Catadores (MNCR) e pela UNICATADORES. Realizada no Distrito Anhembi, esta foi a 11ª edição do evento, que teve como tema “Reciclagem Popular: Inovação Sustentável na Era da Revolução Tecnológica e da Crise Climática.” A ExpoCatadores é reconhecida como o maior espaço de networking entre catadores, setor privado e público. Mais do que um encontro anual, é um ambiente propício para experiências de negócios e inovações que fortalecem a Reciclagem Popular. Durante três dias, o evento apresentou palestras, painéis de debate e demonstrações sobre as novas tecnologias que estão mudando o setor de reciclagem no Brasil e no mundo, além de incentivar parcerias e negócios entre empresas, cooperativas de catadores e catadores autônomos. Roberto Rocha, presidente da ANCAT, ressaltou a relevância da ExpoCatadores para o futuro da reciclagem no Brasil. “Estamos em um momento crítico para o meio ambiente e para a economia global: a crise climática é uma realidade que demanda ações imediatas, enquanto a revolução tecnológica nos apresenta novas e poderosas ferramentas para enfrentar esses desafios. Contudo, essas transformações só ocorrerão com a liderança dos catadores e catadoras, que são a base da reciclagem no país. A reciclagem popular exige parcerias sólidas, e a ExpoCatadores é o espaço ideal para fortalecer conexões, fazer networking e explorar novas oportunidades de negócios sustentáveis.”

Participação de Cantora Catadora

O evento contou com a presença de mais de três mil catadores e catadoras de materiais recicláveis de 26 estados brasileiros, além de um grande número de visitantes diários. A ExpoCatadores proporcionou espaços de integração, permitindo que os participantes interagissem, ampliassem suas redes de contatos e compartilhassem experiências sobre os avanços da reciclagem popular.

Participação do Tocantins no Evento 

Delegação do Estado do
 Tocantins 

O Estado do Tocantins esteve presente com uma delegação composta por representantes de associações, cooperativas de catadores e assistência técnica, todos com o objetivo de trocar experiências e aprender sobre as inovações tecnológicas apresentadas no evento. A delegação tocantinense destacou-se pela sua participação ativa em palestras e workshops, oferecendo contribuições valiosas sobre práticas sustentáveis já adotadas na região. Além disso, o grupo aproveitou a oportunidade para formar parcerias estratégicas com outras cooperativas e empresas do setor, com o intuito de fortalecer a reciclagem popular no Tocantins. A troca de conhecimentos e a criação de novas conexões foram consideradas passos essenciais para promover o desenvolvimento sustentável e a inclusão social dos catadores no estado. De acordo com Edileuza Soares, uma catadora histórica e representante do Movimento Nacional dos Catadores (MNCR), as atividades foram importantes para o movimentos no Tocantins, pois permitiram uma visão mais ampla sobre as possibilidades de inovação e expansão das práticas de reciclagem. Edileuza enfatizou a importância da união entre os catadores e a necessidade de se adaptarem às novas tecnologias para se manterem competitivos e relevantes. "Estamos aqui para aprender e também para mostrar o que já fazemos de bom", afirmou ela, destacando que a cooperação e o conhecimento compartilhado são fundamentais para a evolução do setor.
Participação de Edileusa 
Soares 

Os participantes também tiveram a oportunidade de visitar estandes de expositores que apresentaram soluções inovadoras, como maquinários eficientes para a separação de materiais e aplicativos que facilitam a logística de coleta e venda de recicláveis. Essas ferramentas tecnológicas foram vistas como aliadas essenciais para otimizar o trabalho diário dos catadores e aumentar sua produtividade e renda.

Com o encerramento da ExpoCatadores 2024, a delegação de Tocantins retornou ao estado com novas ideias e uma renovada motivação para implementar projetos que promovam a sustentabilidade e melhorem a qualidade de vida dos catadores locais. A expectativa é que as experiências adquiridas no evento contribuam para o fortalecimento das iniciativas de reciclagem, tornando-as mais eficientes e integradas às necessidades ambientais e sociais contemporâneas.

Importância Regional

Marcela Vieira, Cáritas
Fórum Nacional de
Economia Solidária 


De acordo com Marcela Vieira, assessora da Cáritas Brasileira e Coordenadora do Programa Paul Singer para a região Norte, representante do Fórum Brasileiro de Economia Solidária que atuou como palestrante no evento, o encontro foi significativo e muito participativo para a região. Apenas a delegação do Amapá estava ausente, mas, para a política regional, o evento foi de grande importância, especialmente pela incidência dos catadores em relação à COP 30, que ocorrerá em 2025. Apesar do tom positivo do evento, Marcela expressou que “Senti falta de uma abordagem mais abrangente sobre o que os catadores desejam para a política de resíduos sólidos no Brasil”. Ela destacou que a Expocatadores 2025 foi bastante impactante para os empresários do setor, mas que, além de serem uma plateia, os catadores precisam ser mais ouvidos.

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Lei que regulamenta a Política Nacional de Economia Solidária é sancionada pelo Presidente Lula


Paul Singer e Lula
Foto Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula sancionou, no dia 23/12/2024, o projeto de lei  6606/2019 que cria a Política Nacional de Economia Solidária (PNES) e um sistema de igual nome para articular as ações de fomento a empreendimentos econômicos associados e cooperativos sem fins lucrativos. A lei, batizada de Paul Singer, homenageia o economista e professor falecido em 2018, aos 86 anos. Paul Singer foi o primeiro secretário Nacional de Economia Solidária do país e um dos pioneiros a trabalhar o conceito na formulação de políticas públicas, ainda no primeiro governo Lula, no início dos anos 2000.

Estão entre os objetivos da PNES:
  • Fortalecimento e estimulação do associativismo e o cooperativismo, que caracterizam os empreendimentos de economia solidária;
  • Contribuição para a geração de renda, a melhoria da qualidade de vida e a promoção da justiça social;
  • Promoção do acesso da economia solidária a instrumentos de fomento, a meios de produção, a mercados e ao conhecimento e às tecnologias sociais necessários ao seu desenvolvimento; e
  • Apoio a ações que aproximem consumidores e produtores, de modo a impulsionar práticas relacionadas ao consumo consciente e ao comércio justo e solidário.

O texto estabelece ainda a criação do Sistema Nacional da Economia Solidária (Sinaes), que será responsável por promover a Política Nacional de Economia Solidária, integrando esforços entre entes federativos e a sociedade civil, bem como monitorar a implementação da política. 
Sanção altera o Código Civil para incluir os empreendimentos
econômicos solidários (EES) como uma nova categoria
de pessoa jurídica - Foto: Ricardo Stuckert / PR


O Sinaes é composto pela Conferência Nacional de Economia Solidária (Conaes), o Conselho Nacional de Economia Solidária (CNES), órgãos da administração pública e organizações da sociedade civil, além de conselhos estaduais, municipais e distrital de economia solidária. Em abril de 2025, em Brasília (DF), será realizada a 4ª Conaes, com a previsão de participação de mais de 1.500 pessoas ligadas ao segmento, de todo o país.


CATEGORIA JURÍDICA — A sanção altera ainda o Código Civil para incluir esses empreendimentos econômicos solidários (EES) como uma nova categoria de pessoa jurídica. Os empreendimentos, localizados tanto no campo quanto nas cidades, geralmente são arranjos coletivos de trabalhadores, como associações e grupos de produtores, cooperativas de agricultura familiar, cooperativas de coleta e reciclagem, empresas recuperadas assumidas pelos trabalhadores, redes de produção, comercialização e consumo, bancos comunitários, cooperativas de crédito, ou ainda clubes de trocas.


ENTENDENDO A POLÍTICA NACIONAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA — No Brasil, a economia popular e solidária surgiu no final dos anos 80, quando trabalhadores começaram a se organizar coletivamente, por meio de cooperativas e associações, como resposta à crise econômica e ao desemprego em massa. Em 2003, pela primeira vez, esse modelo econômico foi incorporado como uma política pública no Governo Federal, com a criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), dentro da estrutura do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).


A economia popular e solidária fundamenta-se na cooperação, solidariedade e autogestão, com o objetivo de promover a inclusão social e a geração de renda. Este modelo econômico tem se afirmado como uma alternativa viável e eficaz para enfrentar a desigualdade social e a exclusão econômica.

Nesse contexto, os trabalhadores se organizam de maneira coletiva em cooperativas, associações ou grupos de produção, compartilhando os meios de produção e os resultados do trabalho de forma equitativa. A prioridade é o bem-estar coletivo, a preservação do meio ambiente e a valorização da cultura local.

Esses empreendimentos encontram-se tanto em áreas rurais quanto urbanas, incluindo cooperativas ou associações de agricultores familiares, de artesãos, prestadores de serviços, instituições de finanças solidárias e plataformas digitais, . Atualmente, a economia solidária é considerada uma alternativa viável para a crise de emprego, contando com mais de 20 mil empreendimentos registrados no Cadastro Nacional de Empreendimentos Econômicos Solidários (CadSol).


NO ESTADO DO TOCANTINS 

Plenária Estadual de Economia
Solidária 2023 Território
 do Bico do Papagaiao 

No Estado do Tocantins essa política pública vem sendo articulada institucionalmente principalmente através da Superintendência Regional do Ministério do Trabalho  (SRT/MTE)  e da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social (SETAS) e de estruturas colegiadas vinculadas como o Conselho Estadual de Economia Solidária  (CEES)  e  da mobilização social representada pelo Fórum Estadual de Economia Solidária do Estado do Tocantins que ao longo dos anos, mesmo com a descontinuação dessa política pública no governo anterior se manteve firme nessa pauta, e que de forma solidária continuou  realizado o processo de discusão e de  implementação dessa política pública, através de mobilizações, das plenárias, de encaminhamentos e de eventos,  mantendo os empreendimentos, entidades de apoio e colaboradores unidos. 
Conferência Intermunicipal 
Território do Vale do Araguaia 2024



Conferência Intermuncipal 
Território do Jalapão 2024







Mas o que vem a ser um Empreendimento Econômico Solídário à luz dessa lei?


De acordo com a nova legislação, um empreendimento de economia solidária é aquele que visa fins econômicos e não lucrativos, sendo autogerido por seus membros, que devem colaborar coletivamente nas atividades econômicas e nas decisões sobre a distribuição dos resultados.


Capacitação Nacional de Coordenadores
 do Programa Paul Singer/DF-2024

Esse tipo de iniciativa deve ter uma administração transparente e democrática, com a soberania da assembleia, e atuar no comércio de bens ou na prestação de serviços de maneira justa e solidária, repartindo os resultados financeiros proporcionalmente às operações e atividades econômicas realizadas tanto individualmente quanto coletivamente.


Quando houver resultado operacional líquido, este deve ser direcionado para as finalidades do empreendimento ou para apoiar outros projetos semelhantes que estejam enfrentando dificuldades, além de promover o desenvolvimento comunitário e a qualificação profissional e social dos integrantes.
Gilberto de Carvalho/SENAES e
Raquel Pinheiro Coordenadora/TO



Os empreendimentos econômicos solidários que operem sob a forma de cooperativa serão regulados pela legislação cooperativista. Aqueles que atuarem na intermediação de mão de obra subordinada não poderão se beneficiar da política nacional.


Gilberto de Carvalho/SENAES  e
 Luciano de Souza Coordenador /TO

Além disso, está passando por atualizações para implementação o Cadastro Nacional de Empreendimentos Econômicos e Solidários (CADSOL), permitindo que tenham acesso a benefícios, como fomento à formação, assistência técnica e qualificação social e profissional; acesso a serviços financeiros e crédito; e incentivo à comercialização, ao comércio justo e solidário, e ao consumo responsável.


Coordenadores Estaduais do
Programa Paul Singer
Luciano/TO - Aline/DF - 
Anderson/MG - Raquel/TO
No Estado do Tocantins este processo será implementado através do Programa Paul Singer que é parte de uma estratégia de construção e implementação de uma Política Nacional de Economia Popular e Solidária. O Programa tem como objetivo formar agentes de Economia Popular e Solidária (AGEPS) para potencializar a economia popular e solidária, fortalecer os espaços de participação social e ampliar a capilaridade da Economia Popular e Solidária nos territórios.